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Como ter uma auto-estima BADASS em um mundo que te convenceu a se odiar

7 dicas feministas testadas e aprovadas + uns bons links

Arte da Negahamburguer http://www.negahamburguer.com/

1) Desconstrua o mito da beleza
Ensinam as minas desde cedo que você pode ser bem-sucedida em tudo, mas se não for “bonita” segundo o padrão falhou na missão decorativa da espécie feminina. Auto-estima é sobre amar o que você é e tudo que você construiu, sua cultura, sua história, suas escolhas, seus princípios, seus gostos. Aparência é o último item da lista, é quando todo esse acúmulo transborda e toma forma, quando você adquire o controle do seu corpo e modifica, expressa, adorna e se comporta como quer — e aí sim, faz sentido enxergar sua imagem única e incrível no espelho.

2) Selecione pessoas e ambientes
O mínimo que você pode fazer por você é se cercar de pessoas que te valorizam, não adianta ser ultra empoderada e conviver com gente que esfrega dieta na sua cara, aponta defeitos irracionais no seu corpo/estilo de vida e vive neurótica com os estereótipos de gênero e toda a patifaria patriarcal. O lance é aprender a cortar relações e se livrar de lugares e gente tóxica, além de não dever simpatia pra ninguém que compactue com esses valores — quando for conveniente, confronto é uma ótima opção e fortalece.

3) Faça do prazer sua prioridade: amar o corpo é explorar ao máximo tudo que ele nos oferece. Quanto mais você se agrada e se permite, mais você adora a intensidade de estar na própria pele. Mastigar devagarzinho aquele brigadeiro, sentir a endorfina nas veias depois da atividade preferida, sentir a breja refrescando a alma e a mente, se contorcer inteira e não conter o grito naquele orgasmo fenomenal, se entregar ao conforto de um abraço, dançar loucamente o som que mais te representa. A gente cresce sendo reprimida e censurada e a maior prova de auto-amor é a liberdade.

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4) Extermine a comparação
A gente vive em uma selva de competitividade e a realidade é ainda pior pras minas, estimuladas a rivalizar e disputar atenção e aprovação masculina desde cedo. “Mais bonito”, “mais interessante”, “mais atraente” são conceitos relativos e o melhor nesse caso é se focar na autenticidade, e claro, jamais vincular a auto-estima à aprovação de alguém ou qualquer fator externo. Auto-conhecimento evita comparações porque revela nossa complexidade, a combinação única e inimitável de fatores que definem quem somos. E não precisa ser a criatura mais exótica do mundo pra isso, não se trata de ser “diferente”, sempre há aspectos singulares e mesmo um traço comum carrega marcas de uma personalidade exclusiva.

5) Busque seu melhor e aceite seu pior
Tem dias que você acorda se sentindo invencível e outros um lixo, e isso é normal. Sua auto-estima não é uma bosta porque você se sentiu feia, escrota, insegura e inadequada naquele momento, é mais uma parte de si que você deve abraçar. Buscar o máximo de coerência na sua vida e estar sempre evoluindo é essencial, mas enxergar as próprias contradições, hipocrisias e falhas é o que te faz humana. Conviver com a própria sombra, se possível fazer amizade com ela, ser a pessoa que vai te acolher nos momentos difíceis e entender aquela besteira que você fez sem pensar.

6) Reconheça a opressão
O fortalecimento da auto-estima é inevitavelmente uma tarefa individual, mas continuamos sob pressão social constante. Aí entra o feminismo desconstruindo os velhos papéis de gênero e todas as cobranças em torno de um ideal feminino ilusório e perverso. Mulheres seguras não podem ser controladas, daí os séculos dedicados a minar nossa auto-confiança e tornar qualquer traço de empoderamento motivo de vergonha e perseguição. Onde já se viu mulher satisfeita consigo mesma? Feliz com o próprio corpo e imagem? Segura do seu valor sem obedecer as regras? Inaceitável! Por isso a gente precisa tomar distância de algumas situações e entender essa opressão em um nível macro, estrutural, ao invés de se afetar automaticamente. Entendendo a origem e razões desse pensamento, fica mais fácil se proteger de ataques ao nosso corpo, moral e comportamento, resistindo a todas aquelas agressões pontuais e relações abusivas que desgastam a gente diariamente.

7) Procure informação de qualidade
Somos bombardeadas o tempo todo pelo discurso da ditadura da beleza, nossos corpos são patrulhados e a mídia tem um papel decisivo na propagação dessa violência. Jogue no lixo as revistas que te fazem sentir inadequada, feche o site que chama “Dieta, beleza e família” de sessão feminina, desligue a televisão que expõe, objetifica e ridiculariza mulheres a cada 5 minutos. Você pode substituir toda essa imundície machista, por exemplo, por alguns dos maravilhosos links sugeridos abaixo de conteúdo decente e empoderador para mulheres. Sua auto-estima agradecerá. 😉